Aos poucos as partes que davam defeito eram substituídas por outras novíssimas, inclusive de novas versões e maior performance.
O orgão defeituoso era escaneado, corrigidas as falhas pelo software, feitos alguns upgrades e enviados as impressoras biológicas 3D.
Como se não bastasse ainda podiam ser incluídas peças que atribuiam funcionalidades extras aos seres.
Assim aos poucos foram sendo criados os humanos-robôs.
O cérebro sempre intrigou os cientistas e depois de uma força tarefa e incentivos financeiros dos chefes de grandes nações, conseguiu-se chegar a pequenos drives que conseguiam armazenar todas as informações contidas em um determinado cérebro, que eram a reposição de cérebros defeituosos, com pontos de backup. Os Braindrives.
A estrutura que sustentava todo esse aparato tecnologico sofria as ações do tempo, com isso os avatares tornaram-se realidade, e a forma externa dependia agora da moda e do estilo de cada um. Nos reconheciamos entre os demais pelos perfis que os glasses apresentavam. Os glasses, óculos de realidade aumentada, com softwares e aplicativos necessário para o dia-a-dia, com um armazenamento gigantesco e possível extensão, todas as informações podiam ser armazenadas. A mediação entre o avatar e os glasses eram comandadas pelos braindrives, o pequeno detalhe e resquicio de humanidade de cada ser.
Nos tornamos um nada, que gerenciava os milhares de caminhos de resposta, o que podia ser entregue ao acaso ou complicadissimas funções de probabilidades e estatiscas. Queriamos continuar vivos mas não eramos mais humanos. Havia se instalado a geração sinapsys.
... (continua)

Nenhum comentário:
Postar um comentário